Perfil do Profissional Licenciado

Com a construção do currículo/projeto de profissão pretende-se contribuir para a formação de um professor que construa de maneira permanente a profissionalização docente, o que demanda capacidade de compreender as questões singulares e complexas envolvidas no trabalho docente; autonomia para tomar decisões em relação às mesmas, responsabilizando-se pelas opções feitas; prática de avaliar criticamente a sua própria atuação profissional, tomando-a continuamente como objeto de reflexão e interagir cooperativamente com a comunidade profissional a que pertence, participando de associações de categoria e em eventos de natureza sindical, científica e cultural.

 

Das Competências e Habilidades Profissionais

 

Espera-se que o profissional formado desenvolva competências, habilidades e atitudes necessárias e desejáveis para exercer sua função de professor, consciente de seu papel na formação de cidadãos, inclusive na perspectiva sócio-ambiental, tais como:

 

1.       conhecer a área de conhecimento a ser ensinada, o que significa, por um lado  conhecer fatos, teorias e modelos explicativos que compõem o conhecimento científico atual, e, por outro lado questões relacionadas à história e epistemologia da ciência, como a compreensão dos problemas que originaram a construção de tais conhecimentos, os obstáculos epistemológicos que tiveram que ser superados neste processo de construção e as interações Ciência/Tecnologia/Sociedade/Ambiente;

 

2.       adquirir uma teoria e visão educacionais que orientem sua prática pedagógica, mobilizando os conhecimentos sobre desenvolvimento humano e cognição nas diferentes faixas etárias, levando em conta os diferentes grupos sociais-culturais dos alunos, conhecimentos sobre a dimensão cultural, social e política da educação, e os conhecimentos acerca das diferentes teorias do conhecimento e sua relação com o currículo;

 

3.       participar da elaboração, gestão, desenvolvimento e avaliação, do projeto político-pedagógico da escola, de maneira coletiva com os diversos atores da comunidade escolar;

 

4.       conceber, realizar e avaliar situações de aprendizagem para seus alunos, pautando-se em princípios éticos (respeito à alteridade, dignidade humana, responsabilidade, diálogo e solidariedade),  orientando-se por pressupostos epistemológicos coerentes;

 

5.       desenvolver-se profissionalmente, adotando atitude de reflexão permanente sobre sua prática pedagógica, disponibilidade para atualização e intercâmbio com outros profissionais e de flexibilidade para mudanças;

 

6.       produzir conhecimento pedagógico,  tomando sua prática como objeto de pesquisa e estudo, interagindo com a comunidade acadêmica, na busca de alternativas para educação e empenhando-se na publicação dos resultados de sua pesquisa.

 

Dos Princípios Norteadores

 

A estrutura do curso deve ter por base os seguintes princípios:

  • Contemplar as exigências do perfil do profissional em Ciências Biológicas, levando em consideração a identificação de problemas e necessidades atuais e prospectivas da sociedade, assim como da legislação vigente;

  • Garantir uma sólida formação básica inter e multidisciplinar;

  • Privilegiar atividades obrigatórias de campo, laboratório e adequada instrumentação técnica;

  • Favorecer a flexibilidade curricular, de forma a contemplar interesses e necessidades específicas dos alunos;

  • Explicitar o tratamento metodológico no sentido de garantir o equilíbrio entre a aquisição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores;

  • Garantir um ensino problematizado e contextualizado, assegurando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;

  • Proporcionar a formação de competência na produção do conhecimento com atividades que levem o aluno a: procurar, interpretar, analisar e selecionar informações; identificar problemas relevantes, realizar experimentos e projetos de pesquisa;

  • Levar em conta a evolução epistemológica dos modelos explicativos dos processos biológicos;

  • Estimular atividades que socializem o conhecimento produzido tanto pelo corpo docente como pelo discente;

  • Estimular outras atividades curriculares e extracurriculares de formação, como por exemplo, iniciação científica, monografia, monitoria, atividades extensionistas, estágios, disciplinas optativas, programas especiais, atividades associativas e de representação e outras julgadas pertinentes;

  • Considerar a implantação do currículo como experimental, devendo ser permanentemente avaliado, a fim de que possam ser feitas, no devido tempo, as correções que se mostrarem necessárias.